quinta-feira, 31 de março de 2011

Hey prefeito!

Hey prefeito, qual é a próxima balada? Não posso te fazer outro tipo de pergunta já que você é incapaz de responder coisas mais interessantes como: e a saúde? Não a sua saúde, para alguém que está sempre sassaricando pelo shopping, ela com certeza está ótima, mas sim, a saúde da população, que diga-se de passagem passou de péssima para C A O S !
Hey prefeito, cansamos de pedir providências, pedir que melhorassem os asfaltos, tapassem os buracos e nada foi feito, eles continuam lá, e você? Ah, você nem o rabinho sacudiu, por sua grande falta de experiência nossos carros estão todos fudidos, e pelo o que estamos vendo, sua grande falta de experiência vai arrasar nossas famílias, alguém precisa te lembrar, prefeito, que você não está mais lidando com carros e asfaltos, agora são vidas.
Hey prefeito, fiquei sabendo que são 12 unidades móveis fora de circulação por problemas mecânicos, viu só? pedimos para que melhorasse o asfalto. Até o SAMU foi prejudicado, agora se neguinho bobear e cair no buraco, aproveita e joga terra em cima porque se depender do pronto atendimento...
Hey prefeito, porque você insiste em pagar de ambientalista? O Rio Bauru continua lá, sem nenhum tipo de tratamento, e rede de esgoto? deve ser coisa de outro planeta né porque isso a gente nem viu.
Hey prefeito, acorda pra realidade, corta um pouco das plantas que existem em volta da sua casa pra ver se você começa a enxergar a vida lá fora, vida de pessoas honestas, humildes e trabalhadoras, com famílias e filhos para sustentar, vida de pessoas como você, como da sua mãe e da sua avó. Sai um pouco do shopping, da Dolce e vá fazer um tour pela cidade que você propoz cuidar. Sabe prefeito, os buracos no asfalto, amanhã ou depois seu mandato acaba, outro candidato vem e os tapa, mas e as vidas que estão sendo perdidas por falta de decisões SUAS? Quem vai devolver? Quem vai tapar a saudade, o buraco da dor?
Qualé neguinho, acreditamos em você a única coisa que você fez foi plantar árvores. Árvores são coisas boas, importantes, mas não matam a fome, não tiram a dor de uma pessoa que precisa de atendimento médico na imensa fila do posto central, não livram a cidade da dengue, não tapam buracos, não limpam o Rio Bauru, não tratam o esgoto... não é de árvores que precisamos agora e sim, uma melhoria no BÁSICO! Isso é demais pra você?
Thays Gomes

sábado, 26 de março de 2011

Ela é só uma menina

Ela é só uma menina de perfume muito doce e de sorriso nos olhos.
Ela é só uma menina de olhos escuros, profundos e maldosos. Olhos que refletem dor e ódio.
Ela é só uma menina tímida, mas timidez não tem nada a ver com ela.
Ela é só uma menina que anda por aí de cabeça baixa.
Sabe, sempre ouvi dizer que você não pode confiar em pessoas que andam de cabeça baixa, geralmente elas estão prestando muita atenção aonde pisam, pois não admitem tropeços ou deslizes, prestam tanta atenção no chão pois em sua cabeça estão tramando mil coisas, pensando em milhares de situações, planos... eu não gosto nem de imaginar no que elas pensam...
Ela é só uma menina, e você não pode culpar uma menina por suas lágrimas, ela te faz sangrar, gritar, e a culpa é toda sua. 
Ouvi dizer que ela tem o mal correndo pelas veias, e toda esse doçura é uma armadilha para depois girar a faca dentro de você.
Ela é só uma menina inocente, e sua inocência chega a ser maligna, aquele sorriso que ela carrega nos lábios é o trofél por tantos corações que já quebrou...
Thays Gomes

quinta-feira, 24 de março de 2011

Coffee Coffe

Eu só tomo café. Nada de chá. Café forte, sem açúcar e sem ser misturado ao leite. Faço questão de apreciar o verdadeiro sabor das coisas. Adoro isso, sentir o verdadeiro gosto que algo possui, até mesmo quando esse gosto é o amargo forte do café e logo em seguida sentir como pode ser doce a saliva...
Thays Gomes

sábado, 19 de março de 2011

A realidade em primeira mão para você

“Não tem nada passando na televisão”, chego a esta conclusão toda vez que estou em frente a uma, às vezes me pergunto se essa frase não seria um convite para rever nossos conceitos, afinal, somos cidadãos vivendo em uma sociedade em que bunda vende, e vendo muito.
Mas quem é o culpado disso? Os grandes empresários dispostos a tudo para lucrar, ou os telespectadores que preferem dar audiência a programas com quase nenhum conteúdo do que a outros que dão maior destaque à educação e cultura? Engraçado como a resposta está escancarada na própria pergunta. A TV brasileira é apenas um reflexo do povo.
O que vamos exigir dela? Não exigimos nem o básico de nossos governantes. Temos aqui uma taxa de criminalidade absurda, e a culpam por ser sensacionalista. A saúde é vergonhosa, a educação; cheia de falhas, e ainda fechamos os olhos para que os políticos roubem descaradamente, para logo mais abri-los diante dela e ficarmos boquiabertos com a falta de novidade.
Pagamos impostos altíssimos para nos acomodar e assistir notícias sobre pessoas morrendo em leitos de hospitais pela falta de médicos, isso quando não ouvimos palavras de baixo calão nas novelas.
A televisão brasileira entristece e entedia, porque quando informa traz uma realidade cruel e quando entretem rebaixa a mulher e zomba daquilo que deveria preocupar a sociedade. Então, o que resta ao povo brasileiro é não exigir dela aquilo que ele é incapaz de ser!
Thays Gomes

sábado, 5 de março de 2011

Poderíamos casar, mas nada de igreja, vestido branco e essas coisas, uma cerimônia simples e significativa, teríamos uma kitineti, tomaríamos café as cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor dos tapetes e a posição dos móveis, não arrumaríamos a cama diariamente, o armário e a geladeira seriam repletos de doces, bolachas recheadas, congelados e coca-cola, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos de moto pra comprar Mc Donald's em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nossos filhos seriam um papagaio e uma tartaruga, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu rosto e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos.
Thays Gomes

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Por quê não?

Talvez paraíso seja algo bem mais simples e até mais significativo... olha que paraíso mais lindo, sente só o sentimento que existe nisso, e me diz, qual dos paraísos é mais divino?

Eu vou sentar na calçada num dia de sol e esperar por ela. Ainda que chova, mesmo que flocos de neve dancem pelo ar, não vou pensar em me levantar. E se o vento for forte demais, e eu sei que ele é, posso pensar em deixá-lo bagunçar meu cabelo, mas nunca me passará pela cabeça a ideia de desistir. Por nada. Eu apenas a esperarei. Sou cabeça dura o bastante para tudo isso.
Agora, me sobrou muito tempo para recordar minha vida, para recordar cada dia, cada dia de vazio, cada dia de transtorno que causei a mim mesmo e até os dias alegres, mas é aquilo, os dias alegres a gente deixa para recordar depois, primeiro preciso me emputecer com as faltas graves e os erros imperdoáveis que cometi, talvez eu deixe os dias alegres para recordar ao seu lado, ou vivê-los com ela... eu já não sei. Eu tô tão perdido.
Fecho meus olhos, aperto eles com todas as minhas forças como se quisesse lembrar de algo que a muito tempo esqueci, e então eu me lembro daquela menina, seus traços surgem turvos, borrados em minha mente alagada de pensamentos estúpidos, mas eu sei que é ela, sabe quando a gente sente?
Seu sorriso, um rabisco branco em meio a escuridão dos meus olhos fechados, ele era bem largo e o medo? Esse era estreito. Lembrar de seu rosto, seus gestos, sua risada alta e desafinada, o modo como ela encarava a vida me dá uma certa paz, reforça as raízes que quero criar aqui enquanto ela não chega.
Abro os olhos e volto a realidade, esta é um lixo, um erro, uma idiotice, como é terrível estar aqui, mas é suportável porque ela é a razão de eu estar aqui, entende?
Não sei nem se ela voltará a pisar nesta calçada novamente, se passará alegre, cantarolando como fazia no passado, mas se eu sair por este mundo afora, então eu posso me perder ainda mais e acabar caído em alguma calçada que ela nunca passou e nunca passará. Antes aqui, lugar onde seus pés já pisaram, do que alguma desconhecida.
Você já esteve no paraíso? Você por favor poderia me descrever como é lá? Você ao menos consegue imaginar? Me conte algo bonito, pode até ser clichê, uma história com final feliz, qualquer coisa. Preciso ouvir algo que me faça sentir melhor. Eu imaginei o paraíso. Imaginei que possa ser um jardim imenso, com aquela graminha verde e fofa, cheio de flores, principalmente margaridas, era as preferidas dela, e os dias lá eram ensolarados, aquele sol das 8 da manhã ou das 5 da tarde, e as noites, todas com a lua cheia e céu estrelado, mas com algumas nuvens, aquelas misteriosas que ficam envolta da lua, sabe? Um lugar cheio de árvores enormes, com sombras imensas, e o cheiro de lá, hortelã, menta, eucalipto, dama da noite, inexplicável, o cheiro de todas as frutas, flores e árvores possíveis, e claro, muitas amoreiras, ela amava amoras, sim, esse é o paraíso que imaginei, muitos pássaros cantarolando assim como ela fazia quando assoviava, e claro com o riso absurdo que só ela possuía.
Mas por quê paraíso tem que ser tudo isso, por quê temos que imaginar flores, jardins e gramas? Talvez paraíso seja algo bem mais simples e até mais significativo. Um quarto vazio, apenas com uma cama no meio, pode até ser de solteiro e ela deitada ao meu lado, olhando para mim, os olhos bem pertinho dos meus, dando pra ver aquela cor de chocolate e o cílios enormes, mecher em seu cabelo, beijar a pontinha de seu nariz, brincar com a minha menina no meio de um quarto vazio, olha que paraíso mais lindo, sente só o sentimento que existe nisso, e me diz, qual dos paraísos é mais divino?
Sorri pela minha criatividade e pelo meu eterno sentimentalismo, respodi a minha pergunta e então me calei. Fiquei horas e horas observando as folhas caindo das árvores e deslizando sem destino pelo asfalto quente. Respirei fundo, e como de costume, desafiei Deus, "Se você realmente existe me deixa ver ela passar, não aguento mais esperar e sei que não vou desistir... se você realmente existe!" geralmente dava certo, mas dessa vez eu duvidei demais.
CONTINUA!
Thays Gomes

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O que te fazia sorrir tão bonito?

Você não precisa saber a respeito de sua família, quem foi seu pai ou quem foi sua mãe, ou quando e onde ele nasceu, aonde viveu, os lugares onde esteve e os outros em que quis estar. Não precisa saber quantos anos ele tinha quando começou a escrever ou qual foi sua primeira palavra dita.
Você não precisa saber qual perfume ele usava, se usava, nem sua cor preferida. O que fez de sua vida, quem foi seus amores ou em que ele se formou. Não precisa saber quais sonhos ele realizou e os que deixou para traz, se é que ele deixou alguma coisa para traz. Quem ele amava, quem ele odiava...
Você não precisa saber nada sobre ele.
Você apenas precisa ler o que ele escreveu enquanto vivia, eu diria, enquanto ele vivia docemente. Você apenas precisa ler para se apaixonar.
Instântaneo.
Você lê e você ama.
Você começa amando o que lê e depois ama o que aquelas linhas e letras e palavras e contos e poesia te fazem sentir e daí você ama o homem, o homem com a sensibilidade capaz de passar para o papel os sentimentos mais lindos e humanos, então você já não consegue mais ler o nome Caio Fernando Abreu sem sentir amor.
Doce e intenso, ele era como o dia amanhecendo eternamente. Ele era da cor laranja e seu sabor, ahhh, todos nós sabemos, não era salgado, amargo ou azedo, Caio era doce, 7 vezes doce.
Você não precisa saber nada sobre ele porque ele era tudo.
Um sonho, uma poesia, uma palavra que conforta, encoraja e liberta, um abraço quente, um dia de domingo cheio de Sol, uma noite estrelada, um sorriso infatil, uma canção calma, uma brisa leve.
Ah Caio...
O que te fazia sorrir tão bonito?
Thays Gomes

Segundas impressões

Você tem todo o direito de julgar uma pessoa pela aparência num primeiro momento, mas é sempre bom dar uma segunda olhada, não é mesmo? Todos precisam de uma segunda chance para que você confirme suas conclusões precipitadas, ou as mude completamente.
Você a vê, mas o que você vê?
Um corpo coberto por panos, cores e trecos, que às vezes pode te agradar e às vezes não. O engraçado é que as conclusões mais "profundas" e "obscuras" que você pode tirar sobre ela é seu gosto para roupas ou como ela penteia seu cabelo, no máximo, dizer se gosta do seu sorriso ou não.
Qual sua banda favorita? Qual a cor que ela mais gosta? Como foi seu primeiro beijo? Quem é o amor de sua vida? Qual o som da sua risada?
Os olhos poderiam ir mais além, não é? Superar o superficial e nos mostrar aquilo que realmente deveria interessar.
Não haveria primeira impressão, pois a primeira seria a última e a eterna, e as segundas chances seriam desnecessárias, ou supernecessárias apenas para nos deixar apreciar aquilo que vimos e gostamos.
Thays Gomes

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O horizonte em seu olhar

-Olhe bem no fundo dos meus olhos. Ele disse como se implorasse para que ela salvasse sua vida.
-Estou olhando.
-E o que você vê?
-Eu!
-Você!
Então houve um imenso silêncio e um vazio enorme e eles ficaram alí, parados, se olhando, cada um pelo reflexo que enxergava nos olhos do outro.
-Você está vendo a minha alma. Os olhos refletem a alma e a minha é você. Ele disse quase num susurro...
E então ela fechou os olhos.
-Não. Não é verdade. Se não fosse eu aqui? E se fosse outra, outro? Saturada das coisas que ele dizia ela continuou cheia de raiva:
-Você idealiza demais todas as coisas, você sonha, você pira, você envolve as pessoas na sua loucura, na sua doce ilusão romântica. Você se viu nos meus olhos, mas você não viu a minha alma, você não pode ver a alma de ninguém, alma não é coisa material que seus olhos doentes possam ver.
-Mas...
-Eu não te amo, você só é um reflexo nos meus olhos, eu vou me virar e o horizonte vai se refletir neles, mas nunca a minha alma.
Então ela deu as costas e saiu andando com aquele horizonte inteiro, colorido e quente refletindo em seus lindos olhos castanhos.
Thays Gomes

Você tem razão

Ela olhou bem no fundo dos olhos dele com um sorriso doce nos lábios e disse:
- Já acreditei no amor, em suas cores, seus cheiros, seus sabores...
- Mas e agora?
-Não sei.
Ele continuou olhando para ela como se esperasse a continuação.
-Sabe, quando você duvida de algo e depois, por algum motivo, passa a acreditar, então você vai acreditar naquilo para sempre, mas... quando você acredita em algo e passa a duvidar, não há o que fazer, ainda que a dúvida seja grande ou apenas um pequeno incomodo, você vai duvidar daquilo para sempre.
Ele abaixou a cabeça tentando entender, se perguntando se aquilo fazia sentido, se já havia acontecido com ele alguma vez, então voltou a olhar para ela, ainda com aquele sorriso doce e encontrou a resposta imediatamente.
-É, menina, você tem razão.
Thays Gomes

sábado, 1 de janeiro de 2011

Então, que seja doce 2011!

Finalmente, 2011!
Antes de dormir, 5:30 da manhã, sentei na cama e fiquei pensando...
Não sei o que realmente isso significa, essa coisa de "virada", cores com significados, pular ondas, comer lentilha... odeio lentilha e essas mil coisas, me lembram promessas de gordinhos, na segunda eu começo o regime, NA SEGUNDA!
No próximo ano vou fazer tudo diferente, vou estudar mais, vou me dedicar ao trabalho, blá, blá, blá, tudo mentira!
Mas uma coisa é fato, 2011 chegou, finalmente? já? pouco importa, mas chegou!
Não resisti, não fiz promessas para esse novo ano, mas fiz a minha oração, me joguei na cama, afundei a cabeça no travesseiro e pensei...
É um novo ano, não se repitirá jamais, claro. Então, que eu, que todos nós sejamos capazes de vive-lo com a nossa força mais radiante, nossa fé mais firme, com a coragem de faze-lo valer a pena e pular em todas as oportunidades de cabeça, sem medo, sem desistir de sonhos e projetos, nem desistir dos amores impossíveis, das pessoas que realmente amamos, das pessoas que queremos amar e dos abraços quentes.
Que o gosto doce permaneça em nossa boca durante todo ano, até o fim, até o próximo, que se renove sempre e que fique mais doce a cada dia amargo, a cada lágrima salgada, a cada gosto azedo de um não, quando esse não for a nossa maior vontade de um sim.
Pensei em tudo o que eu fui e em tudo aquilo que eu quero ser, não prometi nada, mas esse ano, logo nas primeiras horas começou tão lindo, que lembrei de também pedir esperança, muita esperança, esperanças novinhas em folha todos os dias...
Thays Gomes

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O dever de evitar um beijo

Eu deveria ter evitado olhar tão de perto seus olhos. De certo, acho que deveria ter evitado você desde o começo, mas a minha curiosidade não me permitiu parar. Ter mergulhado no seu olhar talvez tenha sido um pequeno detalhe pronto para ser passado despercebido depois de tantos grandes detalhes que me levaram até aquele momento...

O beijo foi doce, tão doce, não tem como discrever se era gosto de chiclets ou qualquer outra coisa, não era, era uma mistura louca que se transformou naquele gosto bom, muito bom.
Aquele momento foi no minímo diferente, inexperado e o lugar, indiferente, o estranho foi que por um segundo me pareceu surreal, ou apenas um lugar que se tornaria especial.
Confesso, não deixei escapar nenhum detalhe...
Sua roupa, seus acessórios, e cada pequeno detalhe do seu rosto. Mas o seu cheiro... não era nenhum perfume que eu pudesse adivinhar o nome, era cheiro de pele, era o cheiro dele que me fez tremer por dentro. Deu uma vontade forte de abraçá-lo, de explodir meus pulmões com aquele ar, mas eu me contive. Sorri, olhei em seus olhos, seus olhos... eu deveria ter evitado olhar tão de perto seus olhos, mas eu precisava absorver o máximo daquele momento, o máximo de você, porque eu sabia, não iria acontecer de novo...
Então comecei a sugar cada minuto alí, e quanto mais eu me enchia daquele momento, mais transbordava de mim perguntas e sensações, e mais perguntas e uma vontade louca me correr e me esconder...
Meu Deus, Como Eu Fui Parar Alí? Assim mesmo, com letras maiúsculas. Como?
Estar lá era como ter 12 anos denovo. Eu desaprendi como é recomeçar, mesmo sabendo que aquilo não era um recomeço, não haveria mãos dadas, nem coisas fofas para dizer... Tchau. Até mais!
Eu tinha me desacostumado ao vazio desses momentos.
Resolvi que não me importaria mais. Me esvaziei. Até deixei a chuva me molhar sem pragueja-lá, despenteou meu cabelo, estragou a minha franja, mas quem se importa? Não precisaria estar bonita para ninguém, oras...
E então...
Lá estava eu com 12 anos de novo...

[CONTINUA...] ou não!
Thays Gomes

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O que você não sabe e nunca vai saber...

Eu sou forte, sim, não por uma simples escolha, aceitaria de bom grado qualquer tipo de fraqueza, mas sim; porque a vida jamais me deu esse luxo, o luxo de poder ser fraca, desde sempre ela me encheu de murros no estômago.
Sempre penso, e se fosse você?
Eu vi meu pai ir pra longe logo cedo, a pessoa que eu mais idolatrava, indo embora sem eu nem saber porque... você não sabe o que é uma criança ter pesadelos toda noite e acordar gritando e chorando de saudade, você não sabe o que é ter que escolher entre a sua mãe e a casa em que você cresceu, você não sabe a dor que a morte causa quando rouba de você o homem que cumpria o papel de pai, quando este não estava lá!
Você não sabe nada disso, e nunca vai saber, porque a sua família é quase baseada em uma da novela de Manoel Carlos, você nunca passou por 1/3 das coisas que eu passei desde sempre, desde pequena. Você simplesmente não sabe os lugares horríveis aonde eu estive por um erro que não cometi...
Você queria que eu fosse fraca? Eu apanhei tanto da vida desde sempre, e você quer que eu me dê ao luxo de ser fraca, de chorar? Eu que não chorei nem quando meu avô partiu, quando metade do meu coração partiu!
São traumas, feridas, cicatrizes que você jamais vai entender ou saber, porque eu nunca te contei, nunca iriei contar a mim mesma.
Mas eu só digo...
Há motivos muito maiores para sofrer, eu sofreria por isso, mas eu passei grande parte da minha vida sofrendo, machucada, por favor, não deseje que eu sofra mais...
Thays Gomes

sábado, 6 de novembro de 2010

Assim ela vai...

Assim ela vai...
Cheia de si, segura e inquebrável, por qualquer rua deserta, escura e interminável, buscando por aí um amor de verdade, que a abrace forte, tão forte que quase tire dela seu antigo amor.
O antigo e eterno amor.
Assim ela vai...
Tem dançado com o demônio por muito tempo, e isto a tem feito amadurecer, substituindo lágrimas por sorrisos, carência por tesão, tristeza por bebidas... mas ela não consegue ser assim o tempo todo, todo dia, toda vida e por isso logo irá sentir falta de lembrar e chorar pelo seu verdadeiro amor...
Ele se tornou um desenho borrado em sua mente, não reconhece mais o seu rosto, mas pode vê-lo nitidamente em seus sonhos.
Ela ama.
Ela o ama.
Ama todas as cores que consegue enxergar nele, todas as cores que seu corpo possui. A cor de seus cabelos e de seus olhos, e também a de sua pele.
Ama também os traços de sua boca e de seu nariz. Seus ombros largos e o calor de seus braços que mesmo sem poder sentir ela consegue imaginar.
Ela ama tanto ele, tanto, tanto que já não é mais um sentimento, é quase uma fé, uma religião.
Ele é...
Quase um Deus. Não. Ele é o seu Deus.
É nele que ela pensa quando algo dá certo, é ele quem ela quer quando algo dá errado. É para ele que ela reza todas as noites. É ele quem ela pede todas as noites. Religiosamente todas as noites, durante anos, sem perder um dia sequer.
E ela sabe que quase venderia sua alma ao diabo, quase, pois nem isso faria ela pertencer a ele.
E assim ela vai...
Não importa o caminho ou o rumo que irá tomar. "Não importa", ela repete o tempo todo. Não importa porque ela não o tem, mas um dia irá importar. Um dia ela o terá. Pode escrever em qualquer pedaço de papel que você tem em mãos agora.
Um dia ela será dele e ele dela.
E assim ela vai...
Enchê-lo de sonhos, entupi-lo de amor, rabisca-lo de carinho.
Vai fazer ele sentir todas as sensações que ainda não conhecia. Com certeza, ela irá fazê-lo transbordar de alegria e vontade de viver.
O homem mais feliz de todo o Universo, é o que ela quer fazer dele. O mais feliz e mais completo.
Quando ele estiver dormindo ao seu lado ela vai passar de leve seu dedo pelo seu rosto, pelo seus traços e brincar com os seus cabelos, vai sorrir e quase chorar, mas de alegria, de felicidade e ficará olhando pra ele por horas e horas, durante vidas e vidas, sem deixar os pesadelos invadi-lo, velará seu sono agradecendo por ter ele em seus braços.
Assim ela vai...
Por ai, por qualquer canto, em qualquer encanto. Tropeçando em sonhos de te-lo a qualquer preço. Sonhos estes que insistem em se colocar em seu caminho, mas não se sabe se é para que ela insista em realiza-los ou apenas derruba-la...
Thays Gomes

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

My sunshine

É algo físico, quase que matemático, totalmente racional.

Antes que você me dê as costas, deixe-me te dizer que o amanhã nunca me pareceu tão incerto.
Antes eu acordava com a sensação de que eu saberia o que ia acontecer durante todo o dia. Era como se eu tivesse em mãos um cronograma, uma tabela de horários que eu apenas precisava seguir para atravessar o dia e chegar ao fim dele bem, inteira e viva. Vez ou outra algo mudava.
Mas hoje, eu não sei o que pensar sobre o dia de amanhã. Eu odeio isso. Colocar minha cabeça no travesseiro e criar hipóteses, pensar sobre coisas que não são concretas e estão longe de ser. Se estou certa, nunca serão.
Sinceramente, não sei nem se devo pensar em algo. Esperar que você venha até mim, ou que troquemos algumas palavras. Esperar te ver ou te encontrar. Não sei nem se amanhã vou acordar querendo ser sua ou querendo não te ver nunca mais.
Confesso que isso encomoda um pouco, encomodava, hoje em dia entristece, quase dói, quase machuca... e quase passa, mas nunca passa.
Deito e penso: "Será que ele ainda vai me querer amanhã?", e logo retruco comigo mesma tentando explicar que não é bem assim, que você não tem a obrigação de gostar de mim ou me querer, nem hoje, nem amanhã, nem quando a gente se beija ou quando a gente transa.
O negócio é físico, quase que matemático, totalmente racional.
Por mim, tudo ótimo, tudo lindo... aparentemente! Mas logo, quase que em todos os momentos venho querendo falar sobre sentimentos.
Sentimentos? Sentimentos? Sentimentos? Que porra é essa?
O negócio fluí, é bom, é gostoso, a gente se diverte, quem precisa de sentimentos?
Eu preciso deles!
Você não vê? O quê aqui você não quer ver?
Eu tenho estado a mil últimamente, tudo isso tá me dando um puta medo, me deixando assustada e eu sei, alguma coisa aqui te assusta também.
A verdade é que, não consigo ser assim, tão equilibrada, relaxada, como você fingi ser, eu até era, mas você forçou a barra, insistiu demais, eu entrei na dança achando que seria um passa tempo divertido, diferente, pensando que iria brincar, jogar qualquer joguinho idiota, mas ir embora a hora que bem entendesse sem sentir nada, nem pena, dó ou qualquer sentimento, bom ou ruim, por você.
Eu errei feio!
Eu fico com você, e parto a hora que eu entendo que já deu, mas sempre com a vontade de ficar mais um pouquinho, ou mais um mundo de tempo.
Vou embora sem querer ir, e isso vem me deixando triste, cada dia mais pra baixo.
Eu não pertenço a você, eu não pertenço a ninguém, eu sou tão minha, eu estou sempre tão dentro de mim que a única coisa que eu queria agora é me doar à você. Me esvaziar de "eus" e me encher de "você", sim!
Mas você nunca me tira de mim. Você só deixa eu me afogar mais e mais. Nunca é suficiente.
Eu odeio isso. Eu odeio você. Eu odeio a maneira como você age.
Você é injusto, egoísta e egocêntrico. Feri por prazer, por pura vaidade, pra poder se vangloriar e dizer que você pode e consegue a qualquer hora, com qualquer uma. Mas eu não sou qualquer uma, tudo o que você faz sou eu quem dita o tempo e eu entro no seu jogo porque eu sou quase masoquista, auto-distruidora. Você não é bom o bastante a ponto de me levar...
Existe algumas coisas que eu gosto em você. O jeito como você se movimenta e sorri. Seu olhar, os seus olhos verdes, o seu perfume que empregna no meu corpo e espalha no ambiente e o seu cabelo que parece um milhão de raios de Sol.
Há mil coisas sobre você que me fariam desistir dessa estupidez e ir embora de vez.
Mas sinceramente fico buscando pequenos detalhes pra ficar...

Eu tive tanto medo disso acontecer, de algum dia sentir vontade de escrever sobre você. Tive medo de gostar. No começo era indiferente. Você podia ir e vir, sorrir, cantarolar... agora eu ando tão abalada por você. Você perto, você longe, tudo me deixa triste, tudo me faz querer você.
Querer você... que engraçado, eu que nunca quis ninguém...

Thays Gomes

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Nossos momentos

Esta é mais uma carta que eu escrevo, sabendo que não irei mandar. Haverá muitas reticências, frases não terminadas e algumas coisas ficarão por dizer.

Espero que você esteja bem e feliz e que ela esteja dando tudo de si para não te deixar cair em seus pensamentos sombrios e errados sobre si mesmo...
Espero que ela esteja brincando com os seus cabelos, que não são mais longos, mas ainda são lindos.
Estou da mesma maneira como naquela última ligação.
Desejo que você esteja cuidando muito bem de mim. Se você não sabe, há partes de mim com você. Ok, ainda tenho meus braços, minhas pernas e todo o resto, mas na verdade, as minhas emoções, meus medos, todos os meus sentidos e sentimentos ficaram com você. Tudo bem, eu não pretendo pedi-los de volta, mas apenas guarde todos muito bem, se não quiser tratá-los bem. Sei que não tivemos a chance de ter um fim digno de um fim, ou melhor, não tivemos um FIM, mas sei que ainda vamos nos encontrar e então você pode me entregar todos de volta.
Andei relembrando os nossos momentos, não direi os NOSSOS BONS MOMENTOS, todos que passei com você foram bons, especiais, diferentes de tudo, até mesmo os ruins, mas enfim...
Lembra da vez em que sem querer eu grudei chicletes no seu cabelo? Espero que Deus nunca me deixe esquecer a sua cara de susto, pavor, medo e ódio...
E como eu implicava com o seu cigarro? Odeio admitir, mas sinto falta dele, ainda que eu odeie cigarros, o seu até me cheirava bem...
E nossas brigas? Tantas, tantas, tantas... Não lembro de todas.
E quando estávamos separados e sentamos pra falar mal dos nossos "ficantes"? É duro quando se tem orgulho e teimosia batendo um papo, algumas coisas não vão para frente. Passamos tanto tempo em um cabo de guerra que nos esquecemos de lutar pelos mesmo ideais...
Sabe, andei pensando, não quero que nada mude. Você está feliz, está com alguém que te ama, amar ela é um detalhe. Não sei o quanto ela te quer, te deseja e te ama, mas sei que não ama, nem te quer e te deseja mais do que eu, isso é um fato! Mas devo concordar, ela te causa menos problemas, nenhuma perturbação, raiva e sofrimento, e ainda por cima o sexo é fácil e o relacionamento é cômodo, então eu desejo que você esteja com ela. Ainda que eu te ame, eu nunca fui a melhor e você merece o melhor, SEMPRE!
Isso tudo parece um pouco altruísta de minha parte, não é isso, e você sabe que não, alguém como eu, egoísta feito eu, jamais daria uma de "altruísta", mas um tempo longe faz as pessoas se tornarem monstruosamente compreensivas. Talvez eu seja capaz de compreender o que acontece agora, e isso não tem nada a vê com altruísmo...
Uma vez que te quero e aceito não te ter, você sabe, algo de horrível está acontecendo dentro de mim, mas dessa vez não vou pedir pela sua ajuda ou atenção...
Bom, algumas coisas o tempo irá me ajudar a te dizer, como se eu acreditasse nele, outras coisas que foram caladas, continuarão...
Não me importo de seguir caminhos diferentes, uma vez que sempre saberei aonde te encontrar. Sentirei você a milhas e milhas. Lembra? Ainda há partes de mim com você. E algumas outras coisas, bem, você saberá quais coisas são quando todo resto chegar ao fim. Eu permanecerei aqui. Não vou dizer que é porque estarei te esperando, talvez eu não tenha para onde ir, ou alguém que me dê abrigo.
Não tenho e não quero.
As pessoas não me servem neste momento tão bonito de solidão.
Desisti de todas! Desisti principalmente de tentar me apegar a elas porque na verdade não me desapeguei de você. E sinceramente, não é algo ruim, existe mais amor nesta loucura do que em tudo o que vivemos juntos até o dia em que você não me quis mais, sim, existe mais amor em tudo isso do que em sua vida atual, mas isso não te interessa.
Ando me afogando em livros, entupindo minha cabeça de coisas que me afastem de você, mas enquanto leio, você surge o tempo todo, me fazendo desistir de mim!
Termino aqui, mas quando você estiver para baixo e por seus pés no chão, eu espero que encontre uma maneira de voltar para mim!
Thays Gomes

Meu verão vazio...

Ambos não conheciam o amor e sem saber amavam. Como duas crianças brincando na terra: simples, mas suficiente.
Ambos viviam felizes e completos, rindo, cantarolando e balançando suas mãos entrelaçadas por aí.
Não tinham nada para dar e ainda sim, davam tudo de si, davam o que possuíam e o que não tinham, davam aquilo que ouro algum no mundo pudesse comprar. Deram suas lágrimas, seu sangue e suas almas.
Ambos não sabiam amar, mas viviam, lutavam e sofriam por isto, ainda que não soubessem. Como duas crianças que por não conhecerem a morte, não podem temê-la
Eram como o mar em uma noite escura refletindo a Lua, eram sombrios e profundos, mas tão claros e cintilantes...
Ele era o verão vestido de preto, quente e intenso, porém mais lindo que a primavera com todas as suas cores, e seu olhar era como um espelho refletindo medo e ódio.
Ela era infantil e colorida, tão desastrada, perdida, deslocada, incapaz de sentir medo ou até mesmo equilíbrio diante dos olhos que ela mais amava. Ela teria dado a vida se isto a fizesse ficar presa para sempre naquele olhar.
Ele era o escuro da noite em uma linda manhã. Era o ódio e o amor.
Ela era incompleta e frágil. Sem ele por perto era quase difícil de existir, como cinzas ao vento.
Eles juntos eram como fragmentos de paraíso bem no meio do inferno.
Eram fogo, ódio, amor, vida, dor e paz em perfeita harmonia. Impossíveis de serem descritos pelos olhos de quem via. Eram o amor materializado. Logo eles que não sabiam nada sobre o amor, que não sabiam que amavam e se soubessem, não esperavam ir tão longe...
Eram como água e fogo, mas não se cancelando e sim; se contemplando... como se fosse possível.
Eles se encontraram no verão. Conheceram-se e se desejaram com a mesma força que se deseja o impossível.
Um alimentava a força do outro, alimentavam a esperança, coragem, a vida, o espírito e até mesmo a ira. Se alimentavam com a própria alma, e assim se fundiam.
Duas crianças, infantis e assustadas que não conheciam se quer a palavra amor, mas amavam. Da tal forma que se observássemos de longe nos maltrataria a força desse amor.
Thays Gomes

When I see you smile...

 Sinto falta dos seus longos cabelos negros espalhados sobre meu colo, e como eles eram lindos e lisos, e como seu perfume afetava os meus sentidos, fazendo eu me sentir como se coberta por eles fosse o meu lar.
Eles combinavam com a sua maravilhosa pele branca, uniforme e quente, quase como fogo queimando na minha, se fundindo, e eu adorava.

Adorava como eu me sentia fraca presa pelos seus braços de aço. Amava me perder nos seus olhos de chocolate derretido, e como eles eram escuros e doces, era como se perder em uma noite negra e sem Lua e ficar contando as milhões de estrelas do céu no seu olhar...
Jamais encontrei em lugar algum do mundo ou das histórias, algo mais lindo que o seu sorriso. Eis que o pôr ou o nascer do Sol se tornaram tão sem graça, sem emoção. Nem mesmo um jardim com flores ou as ondas quebrando aos meus pés... tudo se tornou tão pequeno e insignificante. Tudo por causa daquele sorriso...
Eu odiava tudo, mas amava você.
Amava simplesmente porque você era um sonho que se tornava real em minha vida.
Você não sabe quanto tempo eu te esperei.
Eu te desenhei em minha alma, sem ao menos saber que você existia. E como mágica acontecendo bem diante de meus olhos, você estava lá. Lindo e impecável, como jamais nos meus sonhos eu te imaginaria, ainda que te julgasse perfeito.
Eu adorava te chamar de meu. Adorava me jogar e ser pega por ti. Eu contemplava a vida porque eu pertencia a você.
Continuo acreditando que em algum lugar Deus existe e eu jamais poderia duvidar, uma vez que ele me deu a maior das provas, uma vez que ele colocou a perfeição em minhas mãos. Não poderia duvidar dele, pois não duvido de você, não duvido da sua beleza inumana, que só alguém maior poderia criar.Nada nesta natureza, nada poderia ser comparado a ti.

 
Continuo achando o pôr e o nascer do Sol sem graça e nem emoção. Achando as flores sem vida nem perfume, e o mar... pequeno e insignificante, porque ainda lembro daquele sorriso, do SEU sorriso. E tenho na memória o perfume dos seus longos cabelos.

Julho de 2008
Thays Gomes

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

I will be there, always waiting, waiting for you to let me inside...

Às vezes eu me proibo lembrar de você, mas sempre certa de que não te esqueci.
Ultimamente, tenho pensado em todos os espaços em branco que você deixou dentro de mim.
Eu sei, não foi por querer, foi sem saber.
Você precisa de alguém para iluminar as sombras do seu rosto e um pouco de amor de verdade, alguém te lembrando o quanto você é lindo e que consegue, independente do seu sonho mais maluco, você é tão capaz, e eu sinto uma força imensa irradiar de você. Eu quero muito que você encontre essa pessoa, mas, eu sou tão ruim que não possa ser ela?
Quando lembro de você lágrimas escorrem pelo meu rosto e não posso fazê-las voltar, venho descubrindo que isso me torna forte, e no fundo, poderei ser a única.
Se eu pudesse jamais deixaria você cair, enfrentaria tudo com você pra sempre, estaria ao seu lado apesar de tudo, ainda que isso me mandasse para o inferno. Então, se você me deixar, eu vou para onde você for. Lá em cima, lá embaixo... Você só precisa me deixar entrar.
Em alguns momentos parece ser a hora de desistir, em outros sinto que é a hora de partir, mas quando vai ser a hora de te deixar de verdade?
Eu estou indo, só espero descobrir uma maneira de voltar algum dia, e te observar, te guiar através do mais escuro dos seus dias.
As estações continuam mudando, isso me enlouquece, me enfraquece, me mata vezenquando, mas tudo bem, eu sei que jamais esqueceria seu rosto, nem se cem invernos apagassem seu sorriso, ou o verão desbotasse sua cor, jamais, jamais, e isso me basta.

Eu estarei lá, sempre esperando...
Thays Gomes

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Um cara...

Eu passei os últimos anos escrevendo sobre como você era especial e como eu te amava e isso e aquilo.
Rabisquei milhares de folhas desenhando seu rosto. É! Enquanto você andava por aí eu te desenhava, decorei cada traço seu, e sabe, te acho absurdamente lindo. Mas chega disso!
Não sou masoquista, olha pra mim, tenho um sorriso imenso estampado em meu rosto, sofrer não combina comigo, e é por isso que não quero mais, desisti, cansei!
Passei anos dando murro em ponta de faca, insistindo, forçando a barra, mas essa tortura não vai me manter apaixonada por você o resto da minha vida. Já te falei delicadamente sobre meus sentimentos e hoje em dia confesso que ando agressiva demais. Mas...
Você já parou pra pensar que amanhã ou depois eu vou conhecer O cara? E então um belo dia vou acordar e o que eu sentia por você vai ter se transformado em uma velha lembrança... se eu ainda me lembrar de você...
Tudo bem, você não deve se importar, deve estar cansado de me ouvir falar sempre as mesmas coisas, por isso serei breve.


Morreu. Acabou. Esgotou minha fonte de amor inesgotável.
Em uma noite fria eu abri meu coração pra você, e você nem aí... eu saí, me diverti loucamente, ri muito, recebi vários elogios, conheci muitos carinhas legais e bonitos, cheguei em casa e caí na cama morta de cansaço de tanto ser feliz.
No dia seguinte fez o maior sol. Acordei com muita dor nos pés, mas nenhuma no coração, até recebi algumas mensagens. E então antes de dormir, deitada na cama, pensei em você. Eu não senti nada. NADA. Como? Meu olho costumava a encher de lágrimas, meu coração ficava apertado... mas nesse dia foi diferente.
Caiu a minha ficha do quanto você é, tão e somente, um cara burro. Todas às vezes que te disse o que sentia você veio com um balde de água gelada em cima de mim, até finalmente me fazer acordar. E sabe, acho que você jamais vai encontrar alguém que nem eu nesses lugares em que procura. Alguém que faria tudo e qualquer coisa por você! Que pagaria o preço que fosse pelo seu sorriso! Que desenhasse seu rosto ou escrevesse sobre você! Que pensasse em você todas as noites antes de dormir e escrevesse seu nome em cada pedaço de papel e ainda não te pedisse nada em troca. Porque foi isso que eu fiz durante anos, sem esperar nada.
Eu vou para a cama todo dia com 5 livros e uma saudade imensa de você. Ou melhor, eu costumava a ir para a cama todo dia com 5 livros e uma saudade imensa de você, saudade das coisas bobas, alguma conversa, alguma ligação, mas não existe mais saudade, não existe mais nada...
Thays Gomes

domingo, 3 de outubro de 2010

Ele

Tanto tempo se passou, tantos anos... no entanto ainda não me acostumei com a ideia de me sentir assim, tão... vazia.

Eu lembro bem do rosto dele, se eu fechar meus olhos agora consigo vê-lo aqui, sua boca, suas olheiras, sua bermuda sempre caindo, seu cabelo que algumas vezes ficava bagunçado e a sua toca quando estava frio. Confesso que lembro pouco da sua voz quando chamava meu nome, mas não me esqueço de como eu me sentia.
Me revirava o estômago, me enchia de ansiedade, sempre achei que não fosse aguentar, e então quando ele gritava meu nome, meu coração gritava junto no peito, batia tão forte, tão desesperado.
Confesso que sinto falta de tudo isso, de cada exagero meu, das tempestades em copo d'água que eu insistia em fazer por nada, enfim, de cada reação infantil, lá se foi os meus 12 anos...
Mas como pode?
 Hoje eu já sou uma mulher, já sei das coisas que gosto, das coisas que detesto, do que amo e repudio. Mudei tanto, é claro, se um ano faz diferença, quem dirá vários...
 Meu corpo mudou, meu cabelo, meu olhar, meu sorriso, minha maneira de pensar, de agir, cada parte de mim já não é a mesma de anos atrás, mas e ele? Por quê ele continua tão vivo em mim? Por quê ele revive essa garotinha de 12 anos perdida? O que eu sinto por ele? Se eu mudei, por quê ele ficou? Como ele ficou?
Eu venho me perguntando isso dia após dia, ano após ano, cada vez que eu converso com ele, cada momento em que penso nele, e nunca obtenho respostas.
Às vezes em alguma tarde vazia me pergunto sobre ele, sinto uma curiosidade imensa de saber sobre qualquer coisa ligada a ele, se ele está bem, se está apaixonado, qualquer coisa idiota.
Andando por aí ou simplesmente esperando o ônibus, vendo as pessoas indo e vindo, ele surge me sufocando, e quase sempre grito por dentro: Meu Deus! Meu Deus! Porque ele me invade assim? Sem mais nem menos? Por quê ele me dói tanto vezenquando?
Em cada rosto, em cada lugar que eu vá, é como se eu sempre estivesse esperando ele aparecer, mas nunca tenho essa sorte, ou esse azar...
Quando sinto minha visão embaçar apagando o pouco que guardo, ou quando percebo que o tempo insiste em queimar minha memória, tudo o que tenho pra me segurar são algumas fotos, algumas poucas conversas e poucas lembranças, velhas lembranças.
Tantas pessoas passaram por esses braços, por essa mente fria, suja e vazia, tantas pessoas se agarraram a mim e imploraram pra ficar, pra eu amar, e no entanto, ele não pediu por nada, nunca quis nada e teve tudo.
Tantas vezes eu olhei no fundo dos olhos de alguém, senti o coração bater, dormi no calor dos braços, quando tudo o que eu queria era o olhar dele, o coração dele, qualquer calor ou coisa que ele pudesse me dar, e eu nunca tive nada, nem uma chance...
Não é isso que machuca. O que machuca é a saudade do que não existiu. O vazio de algo que nunca foi bom ou ruim. A dúvida de não saber se é tarde ou cedo demais, se devo esquecer ou simplesmente deixar mais algum tempo passar... Então ele me diz que tem medo da única pessoa que gostou dele assim, deixar de gostar a partir do momento em que conhece-lo, e eu tenho vontade de segurar seu rosto e dizer que NÃO! Definitivamente isso nunca aconteceria! Que se eu pudesse deixar de gostar dele eu faria isso agora e não estando com ele. Por mais idiota que ele seja, por mais imbecil que ele pareça, isso nunca aconteceria e  idiotisse é tentar evitar isso, imbecilidade é pensar que isso pode acontecer e me "proteger" daquilo que eu mais quero, uma chance, ELE! Isso é ser idiota!
Mas eu sei que não é esse o problema pra não me querer... Simplesmente não me querer é a resposta!
Mas e se tudo isso tivesse acontecido em outro tempo? Outro lugar? E se não tivesse acontecido?
Eu gosto dele, gosto de ter ele tatuado em mim.
Às vezes fecho os meus olhos e sinto o vento de leve bagunçando meu cabelo, sinto o cheiro de doce do meu perfume se misturando com o da chuva, com o da terra fofinha e molhada e com o da grama, e ele me vem a cabeça, ao coração, me invade como uma melodia que só minha alma sabe tocar, uma melodia que só toca em mim quando penso nele, só nele e em mais ninguém. E eu não penso em mais nada. Não existe dor, tristeza, saudade ou vazio.
Eu me encho dele e com isso me encho de mim, me encontro, me encho de vida, de alma, de amor.
É... eu amo ele. EU AMO ELE!
Porque ele está aqui dentro de mim. Porque a doce lembrança do seu sorriso, da sua voz, do seu olhar me bagunça por dentro há anos. E quando eu me encho de Deus é quando estou pensando nele, e é isso que me traz vida... E quando eu me encho dele eu transbordo de paz, eu posso então ter um sonho, alguém pra desejar, pra imaginar, e imaginar o toque dele, a textura da sua pele, tirar sua voz do meu pensamento e a tornar real, viajar em milhares e milhares de sonhos onde tudo, tudo sempre é ele...
 Thays Gomes

domingo, 12 de setembro de 2010

Está aí seu par perfeito...

Nos fizeram acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram para nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Nos fizeram acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: crescemos através da nós mesmos. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Nos fizeram acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Nos fizeram acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Nos fizeram acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Nos fizeram acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.
John Lennon

sábado, 11 de setembro de 2010

Nunca diga seu santo nome em vão...

Quinta-feira, dia 9 de Setembro, na aula de Análise do Discurso a professora pede para que a gente faça uma crônica falando sobre o amor.
Sobre o amor? O que falar sobre o amor? As primeiras coisas que pensei!
Fiquei olhando para o papel e comecei pelo título: AI O AMOR...

Falar sobre o amor é tão estranho, tão vazio...
Quando penso nesse sentimento me vem a cabeça algo duradouro, o famoso "Para Sempre", como meus avós, um único casamento para a vida inteira!
Mas isso seria apenas um exemplo, um referencial, pois não é o que vivenciamos atualmente!
Hoje em dia os carros quebram fácil, os eletrodomésticos duram pouco e o amor é só mais um nessa lista de coisas passageiras, dura pouco... quebra fácil...
Mas quem sou eu pra falar de amor? Será que ele realmente existe? Será que vale a pena se arriscar por esse sentimento?
As respostas eu sinceramente não sei!
Mas me diga você! Independente de conhecer ou não, você já olhou para uma pessoa e sentiu seu coração bater mais forte, quase na garganta? Já viu essa pessoa chegando e sentiu vontade de sorrir sem mais nem menos? Sentou no banco do ônibus e passou a viagem inteira imaginando como seria seu beijo? Ou então conversou com alguém sobre ela e a pessoa riu dizendo que seus olhos estavam brilhando?
Nessas perguntas se encontram as respostas, até então de perguntas impossíveis de serem respondidas.
Seria o amor uma corrida? Uma piada? Ou apenas um sonho?
Qual outro sentimento te faz sentir assim? Tantas sensações malucas ao mesmo tempo, e a sacanagem de nem ao menos te dar a chance de reagir!
E você queima curtindo a dor, arde, e gosta, gosta sim!
E porque? Porque é algo que não chega na hora marcada, você é incapaz de controlar, incapaz de SE controlar. Você não pode olhar no relógio e dizer: Daqui 5 minutos irá acontecer! Simplesmente acontece, e você gela, paralisa e faz papel de idiota perante todos sem nem se importar!
Injusto!
É demais pra uma pessoa só, ainda mais quando não se tem a garantia de que será recíproco.
Pra que tudo isso se o final pode não ser um beijo e sim; um NÃO?
Assustador!
Só não me diga que não vale a pena! Porque vale! E como vale...
A ansiedade misturada com a incerteza, o medo, a insegurança, uma pitada de saudade e frio, falta... e às vezes até ódio!
Mas talvez o amor seja assim, seja isso!
Algo singelo, singular que tornamos plural, um sentimento nobre, mas que não necessita de riquezas materiais e sim espirituais. Uma doação um tanto exigente, que pede seu corpo e sua alma. Um sentimento que mexe com a sua imaginação, embaralha seus sentidos, transforma o tato em olfato e o paladar em audição, brinca com o calor da sua pele e te dá calafrios. Usa dos 7 pecados e ainda assim te aproxima do céu, te usa, abusa e às vezes te deixa largado, jogado às traças, caído ao chão!
Transformar o amor em palavras não é o que espero conseguir, não sou poeta ou músico, não irei fazê-lo verso ou nota, de forma vulgar e pobre digo que o amor é tudo, é o vazio dentro de você ou aquilo que transborda no outro, é aquilo que você vai deixar de acreditar algumas vezes, duvidar em outras, mas nunca deixar de sentir.
Thays Gomes

domingo, 5 de setembro de 2010

Sobra tanta falta...

O que falta nas pessoas? E o que sobra nelas?
E as respostas podem não ser as certas, mas é aquilo que vejo; coragem e medo!

As pessoas temem a morte, mas o mais triste, elas temem a vida! Elas estão aqui com medo do agora e do amanhã, assim como elas temiam o ontem e o pior, elas temem aquilo que nem mesmo conhecem!

Quando eu tinha meus 14 anos o tempo parecia estar imóvel, o ano demorava anos para acabar, já com 16 percebi que os natais começaram a ficar muito próximos uns dos outros, mal saia de uma ceia e logo estava em outra, e vem sendo assim... o tempo passa de uma forma assustadoramente rápida e então eu me pergunto: Eu estou gastando ele da forma certa? Da forma como eu gostaria? Fazendo as coisas que eu gostaria? E a resposta é uma linha tênue entre o sim e o não.

Pare e escute as batidas do seu coração!
Está ouvindo?
É uma contagem regressiva com menos tempo a cada segundo! E eu não quero saber que deixei de viver aquilo que eu queria por conta do julgamento das pessoas, ou por aquilo que uma sociedade hipócrita diz ser certo ou errado.
Quero errar em tudo o que eu puder, para enfim melhorar, mas quero errar do meu jeito, errar de verdade, errar bonito. Errar sabendo aonde e o porque e dizer: Errei na tentativa! E não me lamentar resmungando: Errei porque senti medo e não fiz!
Eu me envergonharia muito mais disso do que se fosse para ser apontada na rua por qualquer pessoa que não sabe nada que se passa aqui dentro de mim!
Mas é daí que surge as perguntas:
O que falta nas pessoas? E o que sobra nelas?
E as respostas podem não ser as certas, mas é aquilo que vejo; coragem e medo!

Tantas vezes eu busquei alguém disposto a isso e ouvi: "Você é louca?", "Você é absurda!" e no fim acabei me sentindo uma assassina ou um monstro, tudo porque eu só queria viver, mas viver de verdade e ser feliz sem ofender ninguém, nem magoar ou ferir.
Já se tornou normal estar em um mundo de críticas e falsos elogios, ou melhor, irônia pura, quando você oferece outra alternativa as pessoas acham anormal e recusam.
Será que sou eu, ou é impossível encontrar alguém que queira o mesmo? Alguém que se desponha a ser o que é e não aquilo que as pessoas esperam, que repare no sorriso, na voz, e não em rodas de carro, ou então brinque com os meus cabelos e ria de tudo e se importe com tudo, mas com tudo que valha a pena e não com aquilo que valha dinheiro...
Eu sempre acreditei no sentimento! Sempre amei a primeira vista, mas nunca encontrei alguém que me dissesse o mesmo, mas não é por conta disso que vou desistir daquilo que acredito ou desistir de encontrar quem acredite.
Eu sei que no fim da vida, todos irão chegar a essa conclusão, mas eu cheguei agora!
Thays Gomes

sábado, 4 de setembro de 2010

No vazio do seu olhar...

Sinto um vazio imenso na felicidade que eu sinto agora, é como se eu quisesse estar triste para me sentir bem...

Sabe, por um momento senti uma vontade louca de ver seu rosto. Parece que faz tanto tempo desde a última vez que te vi e pode parecer estranho, mas algo me diz que isso é saudade.
Não sei bem quem você é, bem, eu sei seu nome e algumas poucas coisas, mas não são coisas que realmente me importam, queria saber qual é a sua cor favorita ou o som da sua risada, ou então do que você tem medo, nem ao menos tive a chance de reparar no brilho do seu olhar, mas não importa, andei sonhando com isso, desses sonhos que a gente sonha acordado, em qualquer lugar, só para e fica imaginando, e de repente eu me peguei sorrindo, assim, sem mais nem menos.
Loucura minha? Talvez seja.
Fiquei pensando: poderia existir muito mais dele por aí, iguais, com o mesmo sorriso quem sabe, porque se ele não olhasse para mim, eu poderia me jogar na frente de qualquer outro, mas é uma pena você ser tão único, e é aí todo o mistério, se houvesse milhões iguais a você meu olhar de novo congelaria em ti... eu não sei porque, mas não consigo tirar meus olhos de você! Assim, desde a primeira vez, e eu não vi nada que me prendesse a atenção, mas eu queria parar meus olhos em você e cansar de te olhar, e ainda assim não cansei...
Se você pudesse ler todas as vezes que te vi de longe, o que diria? Ou não diria nada e responderia ao meu olhar?
Se você tivesse a chance de me mudar de lugar, aonde você me colocaria?
É incrível como às vezes o coração bate mais forte pela pessoa errada, ou então, pela pessoa que não vai corresponder as batidas dele!...

Mas se um dia, por um acaso, você quiser corresponder, é só me dizer e eu juro, eu largo tudo, eu faço tudo só pra me embalar com você!
Thays Gomes

sábado, 28 de agosto de 2010

Diante do abismo, dar um passo para trás é seguir em frente!

Começo minha postagem de hoje com essa frase! E o porque? Simples! Venho me perguntando: O que falta nas pessoas? E o que sobra nelas? E as respostas podem não ser as certas, mas é aquilo que vejo; coragem e medo!
Ainda que o medo seja uma forma de defesa, um extinto animal para a sobrevivência, nós seres humanos transformamos ele em um "hobby", como se fosse bonito temer o desconhecido, ou aquilo que não nos agrada sem nenhum motivo, medo de tudo, de todos...
Vejo aonde está o erro, por exemplo; as pessoas temem a morte, mas o pior de tudo, elas temem a vida! Elas estão aqui com medo do agora e do amanhã, assim como elas temiam o ontem e o pior, elas temem aquilo que nem mesmo conhecem!
Vivem uma vida inteira se perguntando sobre o céu e o inferno, gastam ela discutindo sobre as diversas formas de ir para lá ou para cá.
Eu, Thays, sei bem em que acredito, e o céu ou o inferno para mim são piadas ou então, chantagens religiosas para que nós obedeçamos por bem ou por mal aquilo que interessa ao clero!
Mas não é porque não acredito nisso que não acredito em nada!
Em que acredito?
Acredito nas escolhas que eu faço, nas pessoas que amo, naquilo que sinto e principalmente em mim! Eu sou a minha religão. Sigo a risca aquilo que minha consciência pede e aquilo que EU penso que seja o melhor para mim.
As pessoas sentem uma imensa satisfação em olhar o outro e julgar bonito ou feio, necessitam do erro das outras pessoas para descansarem pensando que aquilo que elas fizeram não é nada perto do que o outro fez ou faz, se preocupam loucamente sobre o certo ou o errado, tanto pudor, tanto "bons modos" para nada, quando tudo o que transborda é hipocrisia!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

As 10 fobias mais esquisitas do planeta!


1. Bromidrofobia
Medo de quê - Odores do corpo
Nível de pavor - Medroso
Ok, ninguém em sã consciência gosta de ter cecê ou chulé, cuidando da higiene pessoal para não exalar esses odores pelo corpo. Só que é quase impossível não rolar um bodunzinho ou outro de vez em quando, ? Pois é esse o pavor de quem sofre de bromidrofobia. Os "zé-limpinhos" tomam vários banhos por dia e, de tanta esfregação, chegam a ficar com a pele machucada. O medo de cheirar mal pode ser tão grande que muitos evitam qualquer atividade que gere transpiração.

2. Caetofobia
Medo de quê - Pelos e cabelos
Nível de pavor - Maricas
O ator Tony Ramos e o guitarrista Slash são o maior pesadelo de quem tem caetofobia. É que eles morrem de medo de pessoas muito peludas ou com uma baita cabeleira. Em geral, os "caetofóbicos" cortam o cabelo bem curtinho ou até raspam a cabeça. Alguns chegam a contratar alguém só para lavar seu cabelo e não ter que tocar na "coisa peluda"! No outro extremo, estão as vítimas de falacrofobia, o temor de ficar careca - aliás, o que seria o paraíso para os "caetofóbicos"...

3. Deipnofobia
Medo de quê - Jantar em família ou com amigos
Nível de pavor - Medroso
Para as pessoas com deipnofobia, basta sentar à mesa para uma singela refeição e está pronto o cenário do terror: elas aprontam o maior suador, sentem falta de ar e são tomadas por uma sensação de impotência. É que elas enxergam um jantarzinho como uma terrível ameaça, que trará à tona conflitos emocionais não resolvidos. A britânica Karen Tate, por exemplo, sempre tem um ataque de pânico quando vai a um restaurante com amigos, e não vê a hora de sair do lugar. Poderia aproveitar para não pagar a conta!

4. Eisoptrofobia
Medo de quê - Espelhos e de se olhar no espelho
Nível de pavor - Medroso
Em geral, a eisoptrofobia, ou medo de espelhos, está ligada ao temor diante do sobrenatural. As pessoas temem ver no reflexo do espelho fantasmas e outros seres. Superstições ligadas a esse objeto (como a crença de que quebrar um espelho dá sete anos de azar) também ajudam a aumentar a paranóia. Até mesmo a própria imagem da pessoa pode causar terror por se tratar de algo "não humano". A atriz Pamela Anderson é uma das pessoas que preferem sacrificar a vaidade a encarar um "espelho, espelho mau".

5. Hipopotomonstrosesquipedaliofobia
Medo de quê - Palavras grandes
Nível de pavor - Maricas
O próprio nome desta fobia - o palavrão gigante acima - já obriga quem sofre do distúrbio a confrontar seu medo: um temor irracional de palavras longas ou de uso pouco comum, como termos técnicos e médicos (por exemplo, linfangioleiomiomatose). Elas também evitam mencionar palavras estranhas ao vocabulário coloquial. Segundo os especialistas, essa paúra surge do medo de pronunciar a palavra de forma incorreta e, por isso, cair no ridículo.

6. Onfalofobia
Medo de quê - Umbigos
Nível de pavor - Maricas
Nunca encoste no umbigo de quem sofre de onfalofobia, pois o cara pode ter o maior ataque nervoso. Na verdade, essas pessoas também ficam nervosas só de ver um umbigo. Quando a coisa rola com mulheres grávidas, é ainda pior. É que elas têm o maior pavor de que seu umbigo cresça demais ou fique com o formato conhecido como couve-flor. Algumas mães chegam a tapar o umbigo dos bebês com curativos para não ver a "criatura".

7. Lachanofobia
Medo de quê - Vegetais
Nível de pavor - Maricão
Cenouras, amoras, abobrinhas. Vegetais "assassinos" como esses são os algozes de quem tem lachanofobia. A forma incomoda, a cor não agrada, a textura causa aversão e o cheiro, náuseas. Em geral, a pessoa tem medo de algum vegetal em particular. Um jovem americano, por exemplo, tinha pavor de pêssegos. Certo dia, ao entrar no chuveiro da casa da namorada e ver a imagem da fruta no rótulo de um xampu, deu o maior chilique e saiu correndo da casa...

8. Automatonofobia
Medo de quê - Autômatos e bonecos de cera
Nível de pavor - Maricas
Autômatos, como bonecos de ventríloquo, são artefatos que simulam ações humanas. Mas não para pessoas que têm automatonofobia. Para elas, inocentes bonequinhos de parque de diversões são verdadeiros monstros. A visão de algo que imita seres humanos causa tremedeiras, choro e paralisia. O "machão" Hugh Jackman, o Wolverine de X-Men, já admitiu morrer de medo do Chuckie, o brinquedo "assassino". Só não contem isso para o Prof. Xavier!

9. Filemafobia
Medo de quê - Beijar
Nível de pavor - Maricão
Não há Cupido que ajude. Para quem tem filemafobia, um simples beijo é sinonimo de pesadelo. A pessoa sente enjoos e fica com a boca seca e as mãos tremulas. Em casos mais graves, chega a ter um ataque de pânico. Não rola nem beijo na bochecha a amigos e familiares. Para os estudiosos, esse transtorno está ligado a outro, a filofobia, o medo de se apaixonar. Ele também é fruto do temor de possíveis ações subsequentes ao beijo, como fazer sexo.

10. Caligenefobia
Medo de quê - Mulheres bonitas
Nível de pavor - Maricão
Também conhecido por venustrafobia, esse é o pavor sentido por alguns homens quando têm que interagir com - ui, que meda! - uma mulher bonita! Os caras sentem falta de ar, arritmia e muitos até vomitam. O bizarro terror de beldades é tamanho que alguns sujeitos até abandonam o emprego se tiver alguma gata no trabalho. Como forma de tratamento, o "coitado" é exposto a fotos e vídeos de mulheres bonitas, como Gisele Bündchen. Depois, ainda precisa encarar umas gatas em carne e osso. Ô problemão...
Revista Mundo Estranho, por Paula Carvalho

E aí, se identificou com alguma?
Espero que tenham gostado!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Que país é esse? É a porra do Brasil!


Hoje li em uma bandeirinha num carro a frase: “SOU BRASILEIRO, SOU CAMPEÃO!”, "TROXA" foi o que eu pensei, aonde esse país é campeão? Aqui a taxa de criminalidade é absurda, a saúde é vergonhosa, a educação é um lixo, um país onde os políticos roubam descaradamente, onde os impostos são altíssimos e não vemos resultados, ONDE UMA SARGETA PINTADA GERA ESPANTO, como se fosse a coisa mais linda do mundo e só em Bauru são 22 favelas, aonde é um país campeão? Nós deveríamos sentir vergonha de vestir a camisa. Esse bando de troxa sai nas ruas fazendo barulho, buzinando, porque não enfiam as vuvuzelas no meio do cu? Ou melhor, porque não fazem barulho quando há escândalos políticos ou pra reivindicar sobre o estado deplorável dos postos de saúde? Simples! Porque ficaríamos surdos!, porque a preguiça fala mais alto, porque gostamos de viver de ilusão, porque estamos acomodados demais, e a dura realidade AINDA não nos atingiu, OU MELHOR, atingiu, mas não o bastante para a sentirmos, e nem sentirmos fome ou nos faltar dinheiro. O Brasil não merece o HEXA. Enquanto aqui tem gente passando fome, morrendo nos leitos de hospitais, OU MELHOR, NO CHÃO DOS HOSPITAIS, o Brasil merece ser perdedor no campo, como é nosso país. Enquanto comemoramos os jogos da copa aonde os jogadores ganham MILHÕES E MILHÕES para gastar com carros, baladas e mulheres, deveríamos comemorar, quem sabe, a IGNORÂNCIA que nos é imensa e grátis! É o que nosso governo mais admira no povo, o que mais há de bonito para eles.
E tenho dito!
Thays Gomes

terça-feira, 13 de abril de 2010

Do LUTO à LUTA


Eu tentei ser forte, eu tentei ser firme, mas hoje eu caiu aos pedaços.
As lágrimas que demoraram tanto para surgir, hoje ferem, a dor e a saudade teimam em competir qual das duas machuca mais.
O que ele foi para mim? Aonde ele pode estar agora? Será que ele pode me ouvir? Será que ele está em algum lugar por aqui?
Vô...
Quando meu pai sempre esteve ausente foi ele quem ocupou esse papel. Me educou, alimentou, me contou histórias sob o luar, falou sobre seus sonhos, planos...
Eu tentei não chorar, não mostrar minha dor, seu corpo não merecia ser molhado pelas minhas lágrimas, então nenhuma lágrima caiu, Deus está de prova, mas hoje... depois de 5 meses, a falta, a saudade machucam de tal forma que hoje as lágrimas caem sem precisar serem chamadas, hoje eu sofro por não ter sofrido no dia em que você se foi!
Aonde está você agora?
Porque você teve que ir?
Eu não imaginava a dor, não imaginava que a vida poderia ser tão difícil sem você. Você se foi e eu tive que suportar as pessoas que eu mais amava sofrendo pela sua partida.
Alguém disse: "Quem não chora, é quem mais sofre.".
Eu sofri tanto.
Foi a noite mais longa da minha vida, apagar as luzes daquela sala e velar você sozinha ali!
Foi horrível, vô.
Você surgi nos meus sonhos sempre sorrindo, você está num lugar tão melhor, egoístas somos nós. Eu choro e desabafo agora não por egoísmo, e sim; porque agora a saudade começou a encomodar.
Eu queria você aqui, seu velho chato, resmungão e bringão, que me mimava de tal forma, me protegia, me contemplava, me adorava como se eu fosse uma Deusa... Eu fui a filha que você não teve, a sua boneca.
Alguns dias internado, e você só resolveu partir depois que eu entrasse naquele quarto pra te ver...
E disso tudo eu tirei a seguinte filosofia, a morte é apenas um ciclo, uma passagem, um mistério, hoje sentimos falta, saudade, tristeza porque não sabemos o que existe do outro lado, pode ser que amanhã este ciclo termine para mim e eu te encontrarei, muitos aqui irão sofrer com isso, mas então, chegando lá eu entenderei o quanto fui tola por sofrer tanto aqui e então, finalmente iremos rir de tudo isso...
Quando alguém que amamos parte, não pensamos na vida que ela deixou e sim, como será a vida, a nossa vida, a partir de agora, choramos por medo do que iremos enfrentar, por egoísmo, por isso naquele dia eu não chorei, porque eu apenas queria que você não fosse embora com uma mala pesada de lágrimas, mas hoje de algum lugar você me consola e entende porque agora eu choro.
Vô, aonde quer que você esteja, não deixe de estar aqui porque ainda sinto sua presença.
Thays Gomes